terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Rabiscos sem título.

O céu está sem nenhuma estrela,por aqui não há vento ou coisa parecida.As folhas das árvores continuam caídas e amassadas no chão,pisoteadas pelas gotículas da chuva.Meu pobre coração permanece deitado,na esperança de um fio de calor o aquecê-lo.O ponteiro vai rodando,passeando,cambaleando pelas horas e meu músculo principal faz tum........tum.Só.Nessa velocidade,até parece que estou desacordada.
Vou até a cozinha,abro a porta do armário,meu chá acabou,meu leite também.Minha poltrona está rasgada e meus chinelos empoeirados...Há uma pilha da jornais em minha porta e eu não faço a mínima questão de ir até lá pegá-los.A TV está falhando e não há cores em meu quarto.A cortina está fechada e apenas um fio de escuridão passa por entre as fibras de algodão,senta em minha cama e avisa-me que a noite está chegando.Meus lábios estão mais secos de que o costume,minhas mãos gélidas,meus pés se contorcem em busca de algo quente mas não encontram nada.Meu coração continua a desacelerar,estalo os dedos,os lábios,as pernas e a mente.Tento sacudí-la em busca de alguma resposta,.mas não vejo resultado.Abraço meu travesseiro magro,fecho os olhos,os sonhos me consomem,eu os abraço.
Meu mundo se torna irreal.
O irreal é maravilhoso quando não se sabe viver.

Amanda Gomes

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